Há alguns anos, um grupo pagão grego desenvolveu a possibilidade de criar uma vila na qual pudessem conviver e trabalhar com base nas suas próprias crenças e interesses comuns. Seria talvez esta a salvação do mundo moderno: o regresso à comunidade.
É certo que pode parecer absurdo para muitos, mas não existem quaisquer dúvidas de que isto foi um golpe contra o processo de urbanismo e de concentração de populações no qual nos encontramos, e isso já é algo. Troy Southgate afirma que o combate do futuro será entre a centralização e a descentralização, entre o poder central e a periferia. É realmente uma via alternativa, diferente das outras, e também uma via revolucionária porque o sistema e o capitalismo querem-nos em grandes urbes, repletas com forças da ordem, controlo externo, com modos de viver e de pensar completamente uniformes, como um rebanho bem concentrado e rodeado de câmeras de vigilância. A emancipação, actualmente, já não pode ser estritamente mental, tem que ser também física, vital.
Comunitarismo, solução comunal e resistência periférica são uma possibilidade real na altura de construirmos as primeiras vanguardas da sociedade do futuro. A nossa contestação deverá ser desapiedadamente contra a vida urbana e a inércia das maiorias já dominadas. Adiantamo-nos com o exemplo.
As nossas comunidades devem estar abertas a toda a gente, convertendo-se para ela numa solução alternativa real e num modo de vida alheio ao do mundo moderno: devem ser um exemplo a seguir uma via de libertação.
Não pode ignorar-se que o comunitarismo foi a fase inicial de organização dos antigos povos indo-europeus e é por isso que os verdadeiros racialistas o contemplam como a forma mais correcta de organização. “A Raça Futura” de Edward Bulwer Lytton é um bom exemplo disso.
Muitos dirão que isto, além de outra coisa qualquer, é um derrotismo. Não estou de acordo. Na realidade isto é construir uma verdadeira alternativa a partir do nada: a organização de um movimento inclinado a estabelecer-se segundo uns cânones e uma motivação completamente alheios aos que nos querem impor aqueles que nos governam actualmente, é levar uma vida dissidente e com base nessa dissidência renunciar à cidadania dentro do Estado e a formação de uma nova estrutura baseada inicialmente em diversas comunas dispersas que, embora colaborem em conjunto, sejam totalmente independentes do sistema.
Este será de facto um combate duro, difícil e francamente prolongado, mal comecemos a trabalhar tendo em vista esta nossa forma de resistência.
Convertamo-nos na solução que procuramos, optemos pelo comunitarismo como forma de resistência.
Avadis o grego