Chegará uma altura em que os governos, tal como se encontram actualmente organizados, deixarão de ser uma garantia para os cidadãos.

A Grande Empresa, aquela que se foi criando através da globalização, estará, se é que já não o está, fora do controlo das competências das nações. Pior, a Grande Empresa irá controlar as nações como se estas fossem um mero instrumento ao serviço dos seus próprios fins. Então, já não existirão vínculos solidários entre os indivíduos de uma mesma nação, por ser a sociedade que se concebe futuramente uma entidade absolutamente atomizada, produto duma mestiçagem desenraizada.

Será aqui, neste contexto, que se tornará necessária a defesa da identidade para salvar os povos da escravidão do Capital e da Grande Empresa. A perda dos símbolos de identidade do indivíduo não é um acto neutro, é na realidade um processo que procura converter o indivíduo num sujeito completamente dependente do capitalismo e das suas formas. A sua identidade será marcada pelas modas, pela tribo urbana a que se pertença, o tipo de música que se prefira, as marcas que se vestem ou qualquer outro aspecto superficial próprio duma sociedade de consumo.

O futuro, sob o sistema que actualmente impera, é um futuro de injustiça social, de escravidão ao efémero e à dependência do superficial. Tudo isso com base na destruição da consciência dos povos com o propósito de tornar o indivíduo num mero consumidor, carente de qualquer identificação que transcenda as leis de consumo.

É neste contexto que o Nacional-Anarquismo deve converter-se na base da resistência. Devemos ser a VERDADEIRA OPOSIÇÃO a um mundo que repudiamos como um todo e não numa ou noutra das suas facetas, numa ou noutra das suas cores e vertentes.

Não somos nem de direita nem de esquerda, nem progressistas nem conservadores. Nem sequer somos democratas ou antidemocratas: repudiamos o mundo moderno, o sistema imperante, na sua totalidade.


Josef Venator III